Zooterapia no parque


Sérgio Contente leva zooterapia ao parque no PET, ex-Ceret, por tempo indeterminado, projeto quer atender 80 pessoas mensalmente

 

A zooterapia ainda é pouco divulgada no Brasil. Mas é também, segundo especialistas, uma poderosa e eficiente metodologia psicoeducativa dirigida a todos os tipos de pessoas e, principalmente, pacientes com problemas psicomotores e idosos. A prática já é utilizada, por exemplo, em alguns asilos, centros de reabilitação e hospitais do País.

O empresário Sérgio Contente, presidente da Contmatic Phoenix, resolveu colocar em prática o projeto Zooterapia no Parque, em parceria com o Grupo de Abordagem Terapêutica Integrada (Gati) e o Projeto Caminhar do Centro de Reabilitação e Equoterapia. A empresa patrocina e a Fundação Sérgio Contente apoia o programa.

O projeto piloto teve início no dia 1º de julho no Parque Esportivo dos Trabalhadores (PET – ex-Ceret), no Tatuapé, zona leste de São Paulo. Sempre aos sábados e domingos, das 9 às 15 horas, por tempo indeterminado, uma equipe de 15 a 20 voluntários do Gati, entre eles psicólogos e fisioterapeutas, estará no local orientando e atendendo a população. “O tempo de permanência do grupo por ali vai depender da aceitação da sociedade.

Estamos levando a zooterapia a um ambiente (o parque) onde jamais ela foi apresentada no sentido de que as pessoas possam conhecê-la, além de propagar esse conceito que tem ajudado muita gente”, explica Sérgio Contente.

 

Atendimento Gratuito

O objetivo do Gati, segundo a sua diretora-geral e psicopedagoga Liana Pires Santos, é atender gratuitamente no PET em torno de 80 pessoas por mês. Só no dia do lançamento passaram pelo local cerca de 300 famílias. Entidades parceiras também estão sendo convidadas a visitar o local. Mas o grupo quer uma atenção especial dos cerca de 150 mil frequentadores mensais do parque. “Já tinha ouvido falar em zooterapia. Mas levar conhecimento e atividades em um parque são ações fundamentais para que mais pessoas conheçam esse trabalho. Vivemos reclusos em nossas casas e a ideia de interagirmos com animais em um ambiente de natureza é maravilhosa”, afirma o funcionário público Marcelo Pereira, que passeava pelo PET com o filho Luís Felipe, de apenas 5 anos.

Entre os parceiros do Gati, a medida era só elogios. “Acho a experiência fantástica. Sabemos que com os animais nossos internos ficam mais alegres, felizes e sociáveis. Já utilizamos a cãoterapia quinzenalmente, mas essa iniciativa do parque contribui para que possamos oferecer um convívio social a eles”, diz Bianca Villa Gomes Baltazar, coordenadora-administrativa da Fraternidade Irmã Clara, abrigo que cuida de 37 portadores de paralisia cerebral entre 2 e 49 anos de idade.

 

Mais Parques

 

A ideia de levar o Zooterapia no Parque a outros locais de São Paulo já tem a simpatia de Antonino Grasso, secretário da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED). “Já há tempos a zooterapia aproxima os animais das pessoas. É uma metodologia que faz bem para todo mundo e ajuda no combate aos problemas cardíacos, envelhecimento e depressão. Apoiamos de maneira plena o projeto e estamos dispostos a discutir a sua ampliação em outros parques que estejam ao alcance da administração pública municipal”, argumenta.

Sérgio Contente também compartilha do ideal do secretário. “A iniciativa de implantar o projeto em parques públicos possibilita o acesso a todos que tenham interesse em zooterapia. A intenção é incentivar, principalmente, os idosos e pessoas com baixa-estima a praticar essa modalidade, para que levem a vida com mais motivação e alegria no dia a dia”, explica o empresário.

 

Zooterapia no parque

onde: Parque Esportivo dos Trabalhadores (antigo Ceret)
endereço: Rua Canuto de Abreu, s/nº – Tatuapé
informações: (11) 3442-3013
e-mail: secretariagati@gmail.com
Site: www.zooterapianoparque.com.br

 

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